Apneia do sono: vai além de um simples ronco

Blog

Dicas e novidades sobre Pneumologia

Apneia do sono: vai além de um simples ronco

Apneia do sono: vai além de um simples ronco - Pneumologista

Quem tem apneia do sono sabe quanto é difícil dormir bem a noite toda. Pior ainda pode ser para quem dorme ao lado de alguém que sofre desse problema. Muitas vezes, a pessoa não sabe quanto está incomodando ou o que fazer para evitar.

Com isso, tem suas noites de sono prejudicadas e as de seu companheiro ou companheira.

A apneia do sono pode ser vista apenas como um barulho incômodo, mas vai muito além disso. Dormir mal com frequência impacta em diversas áreas da vida, como no relacionamento, na saúde física e mental, no trabalho etc.

Neste artigo, vamos falar sobre a apneia do sono e os males que pode causar na vida de uma pessoa.

O que é a apneia do sono?

A apneia do sono é um distúrbio que causa interrupções na respiração, de forma frequente, gerando ruídos. Diferentemente do ronco, na apneia do sono, a pessoa emite barulhos, como se estivesse roncando, mas esses sons são cortados por engasgos. Em muitos casos, a pessoa nem percebe que está sofrendo com essa crise.

O tipo mais comum de apnéia do sono é a obstrutiva, que impede o ar de chegar às vias áreas, por causa do bloqueio temporário dos músculos da garganta. O tipo mais raro é a apneia central do sono, que é causada por uma alteração na região do cérebro, que recupera a respiração.

Mas não são só os adultos que sofrem desse mal. Nas crianças, a apneia pode ser uma consequência do aumento das adenóides, glândulas do nariz, ou das amígdalas.

Quais são as consequências da apneia do sono?

Os casos de apneia do sono são preocupantes, pois a interrupção na respiração pode diminuir a concentração de oxigênio do sangue. Isso leva a consequências sérias, como ativação do sistema nervoso, elevação do ritmo dos batimentos cardíacos, estimula a contração dos vasos sanguíneos etc.

Para quem sofre de pressão alta e arritmia cardíaca, a apneia do sono é um fator de risco.

Além dos problemas que citamos, a apneia do sono estimula o acúmulo de gordura no abdômen e a resistência à insulina. A insulina é o hormônio que faz a glicose entrar nas células do corpo para gerar energia.

Sem a insulina e com mais gordura abdominal, a pessoa tem maior probabilidade de desenvolver diabetes do tipo 2.

 

Fatores de risco da apneia do sono

Algumas características presentes em cada pessoa podem agravar ou ajudar a desenvolver a apneia do sono. Entre os fatores de risco mais comum estão:

  • pessoas que têm maxilar inferior mais curto – isso empurra a língua, bloqueando a garganta;
  • pessoas que fazem uso exagerado ou errado de sedativos;
  • aumento das amígdalas ou adenóides por qualquer motivo;
  • pessoas que dormem de barriga para cima;
  • pessoas que apresentam excesso de peso;
  • desenvolvimento de tumores na garganta;
  • pessoas que bebem em excesso;
  • pessoas fumantes.

Como identificar uma pessoa que sofre de apneia do sono?

Apenas um especialista pode fazer um diagnóstico sobre esse distúrbio, mas alguns sinais dão indícios de que é preciso ter atenção e procurar um médico.

O primeiro sintoma é o sono agitado e com muito barulho. Se a sua esposa reclamou que você está roncando muito e não tem uma noite de sono tranquila, é melhor buscar ajuda.

Um profissional especializado vai conduzir alguns exames, como a polissonografia, para identificar o distúrbio, seu grau ou tipo. O exame é feito em um laboratório do sono, hospital especializado nesse tipo de doença ou até mesmo em casa.

Antes de dormir, o paciente é ligado a um aparelho, que vai registrar os parâmetros de seus batimentos cardíacos, a atividade cerebral, o movimento dos olhos, sua respiração e o nível de oxigênio no sangue.

Outro tipo de análise é o monitoramento por meio de dispositivo móvel, como um relógio. O aparelho é preso no pulso e em dois dedos da mão do paciente. Deve ser colocado na hora em que ele for dormir.

Durante a noite, o aparelho registra as condições de sono e depois deve ser levado para o médico analisar os resultados.

Como é o tratamento para combater esse distúrbio?

Identificar a origem do distúrbio vai ajudar o especialista a indicar quais medidas de controle o paciente deve seguir. Para um fumante, por exemplo, uma possível recomendação é diminuir o hábito ou acabar com ele de uma vez.

Se o paciente tem a mandíbula curta, um aparelho ortodôntico, feito sob medida, para projetar a ossatura ou abaixar a língua, pode ajudar na passagem de ar.

Existem diversos tipos de tratamentos diferentes para cada caso, por isso é importante procurar um especialista, fazer os exames indicados e entregar o máximo de informações ao profissional.

É possível evitar o distúrbio?

Uma das formas de evitar a apneia do sono é conhecer os fatores de risco. Sabendo quais são, o paciente consegue adotar medidas de prevenção. No caso do sobrepeso, por exemplo, ter uma alimentação mais saudável e praticar atividades físicas são ações que impedem o aumento do peso.

Por isso, fazer acompanhamento médico e manter um estilo de vida mais equilibrado são medidas que ajudam a evitar essa e outras doenças.

Se tiver alguma dúvida sobre, entre em contato!

Escrito por:  Dr. Carlos Nogueira Pneumologista – CRM 23539 | RQE:14290

 

Compartilhar
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp

VEJA TAMBÉM

Você está sofrendo com a apneia do sono? Neste artigo, explicamos melhor sobre o distúrbio e o que fazer para tratar ou evitar que ele aconteça. Confira!